Vazio recheado
O primo pobre do matambre recheado. Bom, mas ainda prefiro o matambre. 
O primo pobre do matambre recheado. Bom, mas ainda prefiro o matambre. 
Já começo a olhar para a paisagem do centro com certa nostalgia. Olho pela janela e vejo, atracado a poucos metros de mim, um navio. Ele sempre esteve ali. Imponente, um gigante de ferro boiando no “lago” Guaíba, que fica logo aqui atrás. Nem sempre prestei atenção a estes navios, que parecem adquirir alguma importância na minha vida apenas porque não os verei mais. Pelo menos não diariamente.
Daqui a algum tempo passo a trabalhar em casa. Não sei como será isso. Sem dúvida trará bastante conforto, mas também muito estranhamento. Minha casa sempre foi um refúgio e agora será minha sede 24 hours.
Mas que venham novos desafios. Eu criei o maravilhoso hábito de encará-los.
Mas o que sigo me perguntando é por que raios o arquiteto deste prédio não fez janelas com vistas para o Guaíba?
Ao invés de drogas a gente deveria poder comprar doses de “espírito jóooovem”. Me explico: depois dos 40, principalmente os casados, já não tem mais o mesmo pique para sair na “balada”. Aliás, este é um termo que nem se usava na época em que eu frequentava a noite. Era simples. Chegava a sexta de noite, não importava se estava frio, chovendo, se a gente tinha dinheiro ou não. Sair era um fato indiscutível e não questionado.
Hoje tem show do Vanguart em Porto Alegre. Ficamos loucos pra ir e apesar da falta de dinheiro reinante e do cansaço, compramos os ingressos. Tom e eu resolvemos nos dar este presente. Sequer tinha me informado sobre detalhes da programação quando hoje de manhã ouvimos o Arthur de Faria falar no rádio que o início do show está previsto para 12:30 da madrugada, o que otimistamente falando, deve ser 1, 1:30. Agora me diz? Não deveria ter uma pílula disponível no mercado, totalmente legalizada, para a tiazona e o tiozão terem coragem de sair de suas pantufas e edredons para tal programação? É só pra dar a largada mesmo, pra tirar de casa feito guindaste. Porque depois… ninguém nos segura!!!! Vámonos de rumba mi amor!
Ele chega rachando. Dando correria para baixar do armário casacões e blusões de lã, chamando peão para rachar lenha, fechando frestas nas portas e janelas e planejando o sopão, o vinho e o pinhão para o fim de semana. É providenciar meias novas, tricotar mantas, deixar à mão cobertores e edredons extras. Escolher ótimos filmes na Movie Express e se abafar!
Tenho a impressão que a rua Gonçalo de Carvalho, no bairro Floresta, é até “tombada”. Não sei esse termo se aplica para coisas vivas. Enfim, é uma das ruas mais arborizadas da cidade e é realmente linda. Hoje me deparei com uma imagem dela do alto. Achei que valia a pena postar aqui. 
Essa lixeira eu faço recortando revistas velhas. Aliás, velha é a minha mania de querer reciclar as coisas. É assim com os fuxicos, com os tapetes de camisetas velhas… dar uma segunda utilidade e transformar o que não serve mais em outra coisa. No caso da lixeira, recorto revistas e vou colando os pedacinhos de papel, um a um, finalizando com verniz.
Esta pode ser sua por R$ 45,00 (mais frete)

Ontem recebi de surpresa o telefonema da Bia, a tia do Rio, que numa escala de sorte ficaria três horas no aeroporto de Porto Alegre, na rota Rio-Montevideo. Ela ligou e peguei o trem pra lá. Cheguei rápido e pude conversar um pouco, enquanto esperávamos a mãe – que também saiu correndo pra nos encontrar. Fumamos, conversamos, tiramos fotos, numa manhã completamente inusitada.
Mas contei isso tudo só pra dizer que este é um dos pontos positivos de mandar no próprio nariz. O dinheiro não cai certo todo dia 5 na conta, mas em compensação, levanto a bunda e saio! Prós e contras. Tenho feito mentalmente a conta. Enquanto não for presa, tá beleza!
E, na volta, um papinho no trem com dois Moçambicanos. Adóóóóóro isso. E acho que eles também gostaram de poder falar um pouco da terra distante. Dava pra ver a saudade gritando nos olhos deles. São um povo muito apegando a família. E, é claro, entendi porque acordei com uma vontade súbita de ir para Montevideo e estar com os MEUS!!!!!
Para Fabrina, conforme prometi
Aprendi esta receita com a falecida Ofélia. É fácil e deliciosa. Acho que dá para entender a receita. Qualquer coisa falamos por msn.
Massa
3 xícaras de farinha
1 colher de fermento químico
1 ovo, 1 gema, sal à gosto
3 colheres de sopa de leite
200g de margarina
Recheio
cebola
óleo
pimenta preta ou branca moída
sal à gosto
4 ovos
1 embalagem ou 1 lata de creme d eleite
noz mozcada
50g de queijo ralado
Então.É muito,muito fácil, porque basta misturar bem os ingredientes da massa e espalhar numa forma redonda e funda, untada. Pode levar a massa até em cima da borda da forma, para ficar tipo uma quiche alta. Pode colocar ele um pouco no forno antes de colocar o recheio. Para o recheio, refoga bastante cebola (umas cinco grandes, cortadas em rodela) no óleo e deixa dourar bem. Mistura todas as outras coisas e acrescenta esta cebola. Voilá, este é o recheio,que deve ser colocado na massa e depois voltar para o forno até endurecer e dourar a massa de fora.
A Ofélia ensinou esta receita com fatias de bacon por cima. Nunca senti necessidade porque simples assim ela já é maravilhosa.
Eu já fiz com farinha integral e também fica uma delícia.
Porque a gente sente vergonha dos outros? Eu, pelo menos, morro de vergonha alheia, sem a menor necessidade. Na verdade, não há razão em sentir vergonha alheia, muito menos de nós mesmos. Até porque, mais cedo ou mais tarde, todos vamos acabar perdendo a memória! Mas não adianta, na hora dá aquela vergonha, como se a gente fosse o outro. Hoje, sentada sozinha no japonês do mercado, lembrei das inúmeras vezes que morri de vergonha da Katia, que invariavelmente reclamava do atendimento de lá. Tá certo, o serviço é ruim mesmo, mas, de que adiantou??? A gente não ia deixar de ir lá mesmo, até porque é o único japa do centro. Hoje eu me esforço para ser ultra/mega simpática e eles parecem que sabem disso, quase me colocam no colo.
Outra vergolha alheia que lembrei agora é do meu pai. Ele tinha (e tem) a mania de dizer, ao entrar no elevador: – Hoje furei dois pneus do avião! Quando eu era pequena, quase morria, queria sumir. Hoje eu consigo relaxar e achar graça disso. Acho que era um sonho dele, ser piloto.
Mas mudando e saco pra mala… vamos aos panos de prato. Quando fiz a primeira aula de bordado a profe perguntou para que eu queria bordar. Eu disse, enfática: – Para bordar roupas. Qualquer coisa menos pano de prato. Portanto, eis aqui os meus NÃO PANOS DE PRATO. O do meio é em homenagem ao Lucas. 
Não dá para querer as novelas da Glória Perez. Nas vezes em que assisto, esperando o BBB, não canso de me chocar:
Fico imaginando se o contrário acontecesse. Uma novela indiana fosse ambientada no Rio de Janeiro, com atores indianos de biquini na beira da praia, o tempo inteiro dançando pagode na areia e tentando imitar o sotaque carioca e as gírias tipo: rapaix a chapa vai esquentar, tô boladão mermão… Seria MERMO UMA MERRRRDA.
Pelo menos, para consolar, hoje a Ana foi para o paredão. Vamos parar de palhaçada e tirar essa mulher do jogo de uma vez.